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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

De onde vem o vázio que se abate sobre as pessoas?

Nunca as pessoas estiveram tão próximas umas das outras. Nunca dispuseram de tantos meios de aproximação fraterna, de ajuntamento para o trabalho, para os eventos sociais, e para o lazer. Mas também nunca se sentiram tão solitárias e vazias.




Por que essa doença espiritual tem-se apossado de milhões de pessoas, deprimindo-as, invadindo-as com sentimentos de inutilidade e vazio interior? O apóstolo Paulo, na Segunda Carta aos Coríntios (7.10), fala de dois tipos de tristeza que se apossam do coração do ser humano: a tristeza segundo Deus, e a tristeza segundo o mundo. “Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte”.


Esse sentimento de vazio que penetra as almas e anula quase todos os grandes motivos (ou incentivos) que impulsionam a pessoa à vida (clinicamente denominado de depressão, síndrome do pânico, fobia social, agorafobia, entre outros nomes...), tem afetado milhares de pessoas, É o somatório de todas as suas tentativas de encontrar a felicidade dentro ou fora de si – experiências que resultaram em fracasso e desilusão, restando-lhe tão-somente esse vazio, em linha reta para o desespero, pessoas adquiriram para si o perigoso direito de cumprir o seu próprio destino, e caminha na constante busca de uma felicidade que em parte alguma encontrará, a não ser em Deus, pois, como magistralmente confessou Agostinho: “Criaste-nos para Vós, e o nosso coração vive inquieto enquanto não repousa em Vós”.


Mas há pessoas que não pensam como Agostinho. Há pessoas que pensam como “o profeta da liberdade sem Deus”, Jean Paul, e afirmam que “o homem será aquilo que ele houver determinado ser”. E com isto as pessoas apresentam-se fatalmente divididas em dois grandes grupos: o dos que pensam como Agostinho, e o dos que pensam como Jean Paul.


Não resta dúvida que hoje as pessoas possuem mais motivos materiais para ser feliz do que as pessoas de outros séculos. A quantidade de possibilidades que se abrem diante da atual sociedade de consumo é ilimitada. Não é fácil imaginar um objeto que não esteja no mercado. Porém, mesmo possuindo melhores meios, mais conhecimento e mais recursos do que nunca em toda a sua história, a humanidade se entristece dia após dia.


Longe de Deus, à procura de todas as formas felicidade, as pessoas dão sinais de estar cansada de sua peregrinação interminável e inútil. , a fome, o descontrole climático, a violência, a imoralidade, o egoísmo, as greves, o terrorismo, as reivindicações de toda espécie – eis alguns dos frutos colhidos por quem atacou a natureza e revoltou-se contra Deus. Grande parte das pessoas não tem qualquer interesse em assuntos espirituais. Eis as raízes da tristeza segundo o mundo. Muitas pessoas se dizem realizadas em todos os aspectos, mas que não tiveram ainda um encontro de salvação com Jesus, que não sabem o que é entregar os seus caminhos ao Senhor, que ainda não aprenderam a confiar nele e caminhar com a convicção de que o mais ele fará (Salmos 37.5).


Desviados do caminho que conduz ao Céu, perdidos no rio das paixões humanas, milhões de pessoas posicionam-se diante da vida com o mesmo sentimento trágico de amargura que enche suas vidas de pesadelos.


Muitos se sentem, como náufragos que não conseguem chegar à praia ou ao porto desejado, Esses sentimentos desnorteiam e entristecem o indivíduo perdido nas pequenas e grandes cidades, que sente-se mais um rosto na multidão, uma individualidade dissolvida nesse turbilhão de vidas.


Por isso muitas pessoas, sentindo-se perdidas, vendo suas famílias dispersas (porque o companheirismo, o diálogo e a ternura que uniam os seus membros têm sido combatidos por inúmeras influências externas e internas), desiludidas, sofrendo , e com medo de após um dia de trabalho, serem obrigadas a voltar a passar a noite em companhia do tédio que as espreita e as persegue por toda parte , saem à procura de algo que preencha o seu vazio interior, e entregam-se à diversões que esgotam o pouco de energia moral que ainda lhes restava. Porém, fora de Deus não há felicidade ou solução para qualquer problema, seja ele de que natureza for.


Sabendo-se habitantes de um mundo que lhes oferece inumeráveis recursos, mas sentido que nenhum desses recursos poderá preencher o vazio que tomou conta de suas almas, muitas pessoas, que ainda não conhecem Jesus como Salvador, como a única solução para todos os problemas da humanidade, desejam ardentemente encontrar uma razão para suas vidas, algo que as liberte das frustrações do mundo, e proporcione paz aos seus corações. Impulsionada por esse sentimento as pessoas tem caminhado em busca da felicidade em fontes inumeráveis e diversas, porém não a têm encontrado, pois o amargor, a depressão e o vazio existencial que têm destruído milhões de vidas ao longo dos tempos provam que as grandiosas e inúmeras conquistas tecnológicas e materiais, os sistemas filosóficos e as falsas religiões são incapazes de tornar o ser humano feliz.

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